terça-feira, 5 de outubro de 2010

Gerações põem a mesa




Depois do Jantar do Século, o sucesso se repetiu. Tudo transcorreu muitíssimo bem na noite em que estrelas Michelin francesas dividiram a cozinha
 
POR MARTA BARBOSA
FOTOS RICARDO D’ANGELO, ROGÉRIO VOLTAN E TADEU BRUNELLI
PRODUÇÃO CAMILE COMANDINI E CRISTINA ESQUILANTE

Noite chuvosa. Trânsito complicado na Marginal Pinheiros. Nada de anormal para uma segunda-feira de primavera em São Paulo. Na cozinha do espaço de eventos do Hotel Hyatt, na Zona Sul da capital paulista, no entanto, uma noite inesquecível é moldada. Alguma tensão, mas nada que pareça antecipar o faustoso Jantar das Gerações – comilança de nível mais esperada do ano, com a presença de 27 chefs, todos franceses, a maioria estrelada.

Quem participou no ano passado do Jantar do Século, primeira edição dos jantares beneficentes de gala promovidos por Prazeres da Mesa (e que marcam a abertura da Semana Mesa SP), não resiste à comparação com a versão anterior, orquestrada por Ferran Adrià e sua trupe espanhola. O ambiente quase tranquilo nos bastidores da cena para 120 pessoas é o que chama atenção. Os franceses são organizados e preparam tudo com antecedência. Na hora, só mesmo a montagem dos pratos.

Melhor para os chefs, no Brasil para participar do Mesa Tendências, que podem aproveitar o momento antes do espetáculo para uma caipirinha. Um estande com barman e tudo foi armado bem no espaço da montagem dos pratos, para facilitar o acesso dos cozinheiros ao drinque mais pedido que água em solo brasileiro.

Também dá tempo para uma foto oficial: 27 homens vestidos com dólmã branco esperam Alain Ducasse, a grande estrela do grupo, que aparece, mas não cozinha. Em vez disso, e antes de ocupar um dos lugares no salão, o chef dos chefs (leia mais sobre ele na página 42) circula na cozinha distribuindo tapinhas nas costas de alguns colegas, elogios ao tempero de outros e dando autógrafo aos que não resistem pagar de tiete. Normal.

COMEÇA O ESPETÁCULO

O clima nos bastidores é de harmonia. Não me perguntem como, mas os chefs aparentam tranquilidade. Não parecem se importar com o peso dos comensais: gourmets que pagaram 5.000 reais pelo espaço; banqueiros, empresários e jornalistas especializados ávidos por uma brechinha para ter o que falar – do brasileiro Josimar Melo ao americano Jeffrey Steingarten, o autor de O Homem Que Comeu de Tudo, da Companhia das Letras.

E o espetáculo começa. Antes da abertura do salão, um coquetel que, sinceramente, já teria bastado. Tudo tão bom, mas tão bom que, se dissessem que a comilança acabava ali, muita gente teria ido para casa feliz. Os mínis vol-au-vent de aspargos, com molho Maltaise e castanha-do-pará, de Alain Poletto (Pão de Açúcar), tinham gosto de festa requintada. O toast de alcachofra e emmental com molho de manjericão, de Christian Formon (dono de um bufê que leva seu nome), era suave como pede um aperitivo. Um pouco de mar na tortinha crocante de caranguejo real, alcachofra e maçã, de Eric Berland (Parigi, de São Paulo). E um pouco de montanha no Saint Honoré de cogumelos ao sabor de avelã, de Roland Villard (Le Pré Catelan, do Rio de Janeiro).

Das invenções que a gente aplaude de pé, ostras à moda de Nantes sobre julienne de alho-poró caramelizado, de Alain Uzan (Félix Bistrot, capital paulista); flan de bacon com redução de vinho do Porto, de Pascal Valero (Kaá, também em Sampa); e os incríveis pequenos macarons salgados, de Emmanuel Bassoleil (do paulistano Skye). Ainda teve a sopa fria de abóbora com queijo de cabra, beterraba e castanha--do-pará, de Laurent Hervé (Eau, São Paulo) e o guioza de confit de pato com chutney de figos ao molho teriake, de Patrick Ferry (Hotel Sofitel São Paulo).

FLUTUANDO NO BACKSTAGE

Ufa! E o jantar nem tinha começado ainda. Público acomodado, olhos vidrados nos telões que mostravam, em tempo real, a movimentação da cozinha. Mais uma vez, o que se via do salão eram profissionais tão seguros de si que mesmo no backstage do jantar superlativo pareciam flutuar. Nem um barulho de prato se espatifando no chão, nenhum grito de chef descabelado.

O que se vê é uma sequência de “um melhor que o outro”, em porções bem generosas, para desmentir a fama francesa, e nada, absolutamente nada, fora do lugar. Sylvain Portay, representante de Ducasse, abre o paladar dos convivas com uma salada de legumes cozidos à grega e frutos do mar marinados. Leve como um suspiro à beira da praia. O argentino Mauro Colagreco, do Mirazur (uma estrela Michelin), de Provença, nos remete à brisa da montanha com sua salada de aspargos com molho de iogurte, frutas cítricas e ervas selvagens. Perfumada e equilibrada.

Emmanuel Renaut, apontado como o grande nome da cozinha de mar da atualidade francesa com seu dois estrelas Flocons de Sel, do Rhône, mostrou que inovação na montagem não é coisa apenas de espanhol. Serviu uma geleia de lagostim, com milho e coentro. De chorar. Jacques Aurélien, no lugar do mestre Marc Meneau, do L’Espérance, duas estrelas da Borgonha, mostrou com os cromesquis de foie gras que mestres também são substituíveis.

Chega então o momento de um clássico mais brasileiro do que francês, de Claude Troisgros – ele também mais nosso que de qualquer outro lugar, dono do Olympe, na cidade do Rio de Janeiro. Deu vontade de lamber os dedos com o ravióli de batata-baroa e manteiga noisette com pinhole.
Na divisão do cardápio, chegava a hora dos peixes e frutos do mar. Só experts. Christophe Larrat, também da equipe de Ducasse, assinou a lula recheada Sétoise. Stéphane Raimbault, do duas estrelas L’Oasis, da Provença, jogou as expectativas lá para cima com o cappuccino trufado de vieiras e ostras ao champanhe – um dos sabores mais marcantes da noite. Philippe Jousse, o chef herdeiro de Alain Chapel (à frente do duas estrelas em Rhône), serviu a lagosta assada com ervas.

SIMPLES E SOFISTICADO

No quesito simplicidade e perfeição, Gérald Passédat, do três estrelas Le Petit Nice, da Provença, fez o robalo Lucie Passédat. Um prato suave, mas de muita personalidade. Inesquecível até chegar o robalo ligeiramente defumado com caviar Oscietre de Jean Michel Lorain, outro três estrelas do La Côte St.-Jacques, da Borgonha.

A única ave da noite teve a assinatura de Laurent Tourondel, que mantém um bistrô com seu nome em Nova York: um pato laqueado ao mel de sete especiarias, Melba de foie gras, mostarda de manga e gengibre. Entre o doce e o salgado acre, um prato de bastante personalidade.
Na linha sabores que me lembram o passado, o couci couça de cordeiro em nougatine de cèpes foi o campeão. A receita é de Régis Marcon, do três estrelas Régis et Jacques Marcon, mas foi executada por seu assistente (e substituto no evento) Alain Fauconnet.

Outro sabor conhecido dos gourmets brasileiros, e que mais uma vez deixou todo mundo feliz, feliz, foi a milanesa de costela com molho de jabuticaba e creme de ervilha, de Laurent Suaudeau, que, junto com Claude, era anfitrião da noite. Fechou com chave de ouro a sequência de principais.
Caber, já não cabia, mas, já que o jantar vale pelas gerações, o esforço para seguir sobremesas à frente compensa. Primeiro, mousseline de chocolate branco e cremoso de framboesa, de Fabrice Le Nud. Depois, profiteroles versão 2009, para o público brasileiro ficar em dia com o que Christophe Michalak serve no Plaza Athénée, em Paris. E, acompanhando grands crus da Nespresso, chocolates de Philippe Gobet, da École Lenôtre, também de Paris. Com esse gosto doce na boca, os comensais seguiram para a vida corrente. Trânsito na marginal, chuva em São Paulo – tudo igual, só que agora com a incrível memória de ter participado de um jantar histórico, que marcará esta e as próximas gerações.

O MENU HARMONIZADO DO JANTAR
foto:
• Coquetel e entradas frias – Champanhe Veuve Clicquot
• Geleia de lagostim, com milho e coentro; e cromesquis de foie gras – Chablis Olivier Leflaive 2004 (Expand)
• Ravióli de batata-baroa e manteiga noisette com pinhole; e lula recheada Sétoise – Chassagne Montrachet Moirey 2005 (Vinci)
• Cappuccino trufado de vieiras e ostras ao champanhe; lagosta assada com ervas; robalo Lucie Passédat; e robalo ligeiramente defumado com caviar Oscietre – Riesling Trimbach 2006 (Zahil)
• Pato laqueado ao mel de sete especiarias, melba de foie gras, mostarda de manga e gengibre; e couci couça de cordeiro em nougatine de cèpes – Les Granges des Domaines Edmond de Rothschild 2004 (Zahil)
• Costela com molho de jabuticaba e creme de ervilha – Pauillac de Pichon Lalande 2004 (World Wine)
• Mousseline de chocolate branco e cremoso de framboesa; e profitelores versão 2009 – Château Ramon Monbazillac (Decanter)
• Grands crus da Nespresso; e chocolates de Philippe Gobet – Conhaque Hennessy


foto:
RAVIÓLI DE BATATA-BAROA E MANTEIGA
NOISETTE COM PINHOLE

4 porções

8 unidades de massa de lasanha bem fina (de 10 cm x 10 cm)
200 g de batata-baroa descascada
100 ml de creme de leite
200 g de manteiga
50 g de pinhole tostado
4 colheres (sopa) de molho de soja
Sal, pimenta-do-reino a gosto

Purê baroa

1 Cozinhe a batata na água com sal. 2 Bata ainda quente. 3 Passe na peneira. 4 Seque em cima do fogo para retirar toda água. 5 Acrescente o creme de leite fervendo. Tempere.

Finalização

1 Coloque a manteiga no fogo até espumar e ficar com cor e cheiro de avelã. Tempere com pouco sal. 2 Disponha um ravióli al dente no fundo do prato e cubra com 1 colher de purê de batata-baroa. 3 Cubra com outro ravióli e passe no forno por 3 minutos. 4 Regue com manteiga noisette e pinoles. 5 Acrescente 1 colher de molho de soja na hora de servir.

Receita do chef Claude Troisgros, do restaurante Olympe, Rua Custódio Serrão, 62, Jardim Botânico, tel. (21) 2539-4542, Rio de Janeiro, RJ; claudetroisgros.com.br


foto:
SALADA DE LEGUMES COZIDOS À GREGA
E FRUTOS DO MAR MARINADOS

4 porções

230 g de mexilhão
230 g de vôngoles
230 g carne de blue crab (caranguejo-azul)
120 g de medalhão de lagosta
60 g azeite de oliva extravirgem
60 ml óleo de lagosta
60 ml de vinagrete Verjusa
16 unidades camarão grande
8 unidades de cogumelos Paris pequenos
4 unidades de itano Mongo
4 unidades de nabo
4 unidades de cebola roxa
4 unidades de cenouras baby
4 unidades de crispies chips de limão
4 talos de cebolinhas
4 talos de erva-doce
2 unidades de echalota
2 dentes de alho
Suco de 2 limões fresco
1 unidade de alcachofra
1 unidade de limão em conserva

Folhas de baby rúcula para decorar

Folhas de coentro para o molho

Caldo de frango para cozinhar os legumes

Semente de anis
Semente de coentro
Pimenta-do-reino em grãos e sal
marinho a gosto
Vinho branco, louro e tomilho a gosto

Mariscos

1 Salteie o mexilhão com um pouco de echalota, dentes de alho, tomilho, louro e pimenta-do-reino. 2 Deglaceie a panela com vinho branco e fundo de frango e dê vapor às conchas até começarem a abrir. 3 Coe, reserve o líquido do cozimento e resfrie as conchas rapidamente. 4 Descarte as conchas e apare os mariscos se necessário; faça o mesmo processo com os vôngoles.

Caldo

1 Faça um pequeno caldo com vinho branco, fundo de frango, alho, pimenta-do-reino em grãos e limão fresco. 2 Deixe levantar fervura, remova do calor e grelhe os camarões até que estejam cozidos por dentro. 3 Resfrie os camarões rapidamente. 4 Salteie o Itano Mongo na chapa e resfrie rapidamente. 5 Depois marine com azeite de oliva, suco de limão, sal e pimenta. 6 Seque a concha da lagosta em forno baixo até que fique bem desidratada. 7 Cozinhe a concha em azeite quente sobre chama baixa até que o óleo esteja aromatizado com o sabor da lagosta. 8 Passe por um chinois, resfrie bem e reserve para usar como enfeite no prato.

Vegetais

1 Limpe, apare e enxágue todos os vegetais. 2 Em uma panela separada para cada um dos vegetais, leve à ebulição com fundo de frango, vinho branco, pedaços de limão, folhas e talos de coentro, dentes de alho e um sachê com sementes de anis, coentro e pimenta. 3 Cozinhe cada tipo de vegetal separadamente até que estejam macios. 4 Coe, reserve o líquido do cozimento e resfrie os vegetais rapidamente.

Molho

1 Combine partes iguais do líquido do cozimento do mexilhão e do líquido do cozimento de vegetais. 2 Reduza a mistura para intensificar o sabor. 3 Passe por um chinois e resfrie bem. 4 Corte em brunoise a pele do “limão conserva”. 5 Pique grosseiramente as folhas de coentro. 6 Combine a redução do líquido do cozimento, o limão conserva e o coentro. Tempere com sal e pimenta. 7 Emulsifique com azeite de oliva e vinagrete de Verjus; se necessário, ajuste o sabor com suco de limão fresco.

Chips de limão

1 Congele um limão fresco. 2 Fatie bem fino com o fatiador de frios. 3 Coloque em um silpat e sobre uma assadeira, pulverize com açúcar confeiteiro. 4 Desidrate as fatias no forno, até ficarem crocantes; reserve em lugar frio até o momento de servir.

Montagem

1 Combine e tempere os mariscos com o molho. 2 Combine e tempere os vegetais com o molho e as folhas de coentro. 3 Arranje em 4 pratos e enfeite com o óleo de lagosta, folhas de rúcula e chips de limão.

Receita do chef Sylvain Portay, do Grupo Alain Ducasse, Estados Unidos-França


foto:
CROMEQUIS DE FOIE GRAS E TRUFAS
8 porções

450 g de foie gras
50 g de trufas
1,6 litro de creme de leite fresco
440 ml de vinho do Porto
20 folhas de gelatina
1 ovo; sal, pimenta a gosto
Farinha de trigo e farinha de rosca a gosto
Óleo de canola a gosto

No dia anterior

1 Numa panela, com fogo alto, coloque metade do Porto e deixe reduzir à metade. 2 Junte o restante e deixe reduzir à metade. 3 Junte o creme de leite e, com fogo baixo, ferva lentamente até o ponto de ebulição. 4 Durante esse tempo, coloque a gelatina num recipiente com água gelada por 4 a 5 minutos para hidratar. 5 Quando o creme atingir o ponto de ebulição, tire do fogo e coloque num recipiente. 6 Incorpore, sempre mexendo, o purê de foie gras e as folhas de gelatina. 7 Tempere e coloque na geladeira. 8 Prepare uma placa funda. 9 Encha a placa com metade do molho, com uma espessura de 0,5 cm; reserve na geladeira. 10 Tire a placa da geladeira e salpique sobre o molho as trufas picadas e o foie gras cortado.

No mesmo dia

1 Vire a placa com o molho sobre uma outra placa; com a ajuda de uma faca, esquente a lâmina com a água quente, e corte em pequenos cubos de 1,5 cm; estes são os cromequis. 2 Passe os cubos sobre farinha de trigo (certifique-se de que estejam bem revestidos). 3 Passe por ovo batido e sobre a farinha de rosca; repita a operação para obter um empanado duplo. 4 Reserve no congelador até a hora de servir. 5 Frite somente no momento de servir.

Receita do chef Marc Meneau, executada pelo chef Jacques Aurélien, do restaurante L’Espérance (três estrelas no Michelin), Borgonha, França

foto:
MILANESA DE COSTELA, MOLHO DE JABUTICABA, CREME DE ERVILHA
4 porções

Costela

1 kg de costela bovina
20 g de cebola
5 g de alho
3 litros de água fria
100 ml de óleo
1 bouquet garni
Sal e pimenta-do-reino

Crosta

150 g de farinha de rosca
20 g de salsa
20 ml de azeite de oliva
1 gema de ovo
Sal e pimenta-do-reino a gosto


Molho de jabuticaba

100 g de polpa de jabuticaba
20 g de açúcar
15 g de manteiga
250 ml de caldo de carne
10 ml de vinagre
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Creme de ervilha

100 g de ervilha
20 g de cebola
5 g de alho
100 ml de caldo de carne
20 ml de azeite de oliva
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Esferificação de tomate
150 g de purê de tomate
5 g de cloreto
de cálcio
1,9 g de alginato
500 ml de água
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Costela

1 Tempere a costela com sal e pimenta. 2 Marque com óleo e deglaceie com água fria. 3 Acrescente a guarnição aromática quando atingir 85 oC. 4 Cozinhe por aproximadamente 48 horas a 85 oC; resfrie. 5 Passe o caldo no chinois e reserve para o molho. 6 Desfie e desosse. 7 Tempere com cebola e alho no azeite; acrescente a carne desfiada. 8 Monte a carne em placas e mantenha resfriada. 9 Corte em porções de aproximadamente 50 g.

Crosta

1 Aqueça o azeite. 2 Junte a farinha de rosca e a salsa picada. 3 Tempere com sal e pimenta. 4 Acrescente a gema aos poucos fora do fogo.

Creme de ervilha

1 Refogue o alho e a cebola no azeite. Acrescente a ervilha. 2 Tempere com sal e pimenta, e deglaceie o caldo. 3 tampe a panela a fogo alto de preferência num wok até reduzir a um terço do líquido; resfrie rapidamente. 4 Bata no liquidificador; passe no tamis.

Molho de tamarindo

1 Acrescente a polpa de jabuticaba e o caldo de carne. 2 Tempere com sal e pimenta. 3 Reduza até obter uma textura cremosa. 4 Finalize com a manteiga; passe no chinois.

Esferificação de tomate

1 Junte o purê de tomate com o alginato; mixe. 2 Leve a vácuo para retirar o excesso de ar. 3 Dê um banho no cloreto de cálcio no formato desejado, retirando em seguida e levando ao banho-maria.

Receita do chef Laurent Suaudeau; www.laurent.com.br


foto:
CAPPUCCINO TRUFADO DE VIEIRAS
E OSTRAS AO CHAMPANHE

4 porções

120 g de vieira
250 ml de fundo claro
250 ml de creme de leite
3 alhos-porós
3 almêijoas finas
Noz-moscada a gosto
Azeite de trufa

Bouillon Soupière

150 ml de caldo de vieira
100 ml de creme de leite
100 ml de champanhe

Montagem

Trufas picadas
Páprica picada
Cerefólio

1 Corte em pedaços grandes a parte branca do alho-poró, coloque no fundo claro fervente. 2 Acrescente creme de leite apenas para terminar a cocção e encobrir. 3 Tempere com sal, pimenta e noz-moscada. Deixe esfriar; reserve. 4 Corte as vieiras em 2 partes, pela espessura. 5 Escalde; reserve. 6 Corte os tagliatelles de alho--poró; com a parte branca, faça cortes de 10 cm de comprimento por 1 cm de largura. 7 Coloque num fundo claro fervente; cozinhe, sem perder a umidade. 8 Tempere e acrescente azeite de trufa.

Bouillon Soupière

Misture tudo.

Montagem

1 Aqueça o creme de alho-poró, acrescente um pedaço de manteiga, coloque num prato fundo. 2 Coloque as vieiras sobre o creme formando uma rosa e, por cima, as almêijoas. 3 Acrescente os tagliatelles de alho-poró bem no centro. 4 Finalize com manteiga, pimenta e champanhe emulsionada; coloque por cima. 5 Salpique trufas picadas, páprica e cerefólio.

Receita de Stéphane Raimbault, chef do restaurante L’Oasis (três estrelas no Michelin), Provença, França

foto:
LAGOSTA ASSADA COM ERVAS
4 porções

6 lagostas pequenas de (200 g a 250 g cada uma)
500 g de carcaça de camarões grandes
100 g de manteiga clarificada
5 g de pimenta preta
2,5 litros de água
40 ml de vinho branco seco
10 ml de conhaque
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 colheres (café) de sal grosso
1 colher (café) de pimenta mignonette
4 tomates frescos
4 ramos de tomilho limão
4 ramos de tomilho fresco
3 ramos de segurelha
2 cebolas
2 ramos de alecrim
2 cenouras
2 alhos-porós
2 cebolas
1 salsão
1 bouquet garni
Ciboulette
Salsinha
Vinagre balsâmico

1 Faça um fundo com as carcaças de camarão e a guarnição aromática. 2 Prepare as ervas aromáticas: pegue uma parte de alecrim, tomilho, tomilho limão e segurelha; corte os bastões de ciboulette e ramos de salsinha no prato; corte a cebola finamente. 3 Dentro de um recipiente, coloque um pouco de vinagre balsâmico, o fundo reduzido, as cebolas cortadas, sal, e junte um pouco de manteiga clarificada para obter um vinagrete; mantenha o vinagrete quente. 4 Corte as lagostas em dois. 5 Esquente uma panela, jogue um pouco de azeite, salgue a metade da lagosta, coloque na panela e finalize no forno; a cocção é rápida. 6 Acrescente as ervas no vinagrete quente e a pimenta mignonette. 7 Monte a lagosta no prato, e coloque fios de vinagrete de ervas.

Receita do chef Philippe Jousse, do restaurante Alain Chapel (duas estrelas no Michelin), Rhône, Alpes, França

Café no prato



Perfeito para começar o dia ou finalizar refeições, o grão torrado também incrementa receitas salgadas e doces
 
Texto Roberta Malta
Fotos Ricardo D’Angelo
Produção Cristina Esquilante

Discussão comum sobre o café: pode ser guardado na geladeira? Uns especialistas dizem que sim, outros são totalmente contra. No Brasil, não dá para deixar de lado o fator umidade, portanto, a oxidação será inevitável. Melhor que oxide lentamente na geladeira. Deixe sempre os cafés longe de condimentos ou materiais de limpeza, pois eles absorvem todos os cheiros.

Poucos produtos são tão versáteis quanto o café. Na indústria cosmética, os grãos viram máscaras anti-idade, hidrante de efeito diurético, perfume. Donas de casa do mundo todo conhecem seus truques para tirar o cheiro de alho das mãos, espantar formigas ou clarear pias brancas. Não seria a gastronomia, a principal área de atuação do produto, a primeira a limitar seu uso. Comum em sobremesas e drinques, o ingrediente pode brilhar também em receitas salgadas.

O que pode parecer estranho para uns, nada mais é que uma questão cultural. “Na Coreia do Sul, o cafezinho é temperado com cristais de flor de sal”, diz o barista Zé Renato Figueiredo, de São Paulo. De fato, se os especialistas recomendam que a bebida seja consumida pura, quem deve decidir se ela é mais gostosa doce ou salgada é o consumidor. Temos como exemplo o abacate, que no México é servido em saladas apimentadas e por aqui normalmente aparece com açúcar.

Para o barista, que também dá cursos sobre torra e é dono de uma fazenda exportadora de café, em Minas Gerais, a maneira de usar o ingrediente nada mais é que um artifício para realçar os sabores desejados. “Na Itália, em vez de petit four, o cafezinho vem acompanhado de queijo”, afirma. A harmonização promete ressaltar as notas adocicadas da bebida. “O mesmo que acontece em geleias de frutas que levam uma pitada de sal.”

Outro aliado de peso na defesa do produto em pratos principais ou entradas é o aroma. Característica marcante do ingrediente, o cheiro de um filé com molho de café, além de delicioso, é inebriante, surpreendente. Servir algo assim vai, no mínimo, sacudir os preconceitos do comensal. “É uma provocação”, diz Zé Renato. Proposta bastante plausível, se considerarmos a culinária como expressão artística.

Aléssio Battilani, dono do bufê Citron Gastronomia, concorda: “A comida assusta quando sai um pouco do tradicional”. O banqueteiro ressalta que “hoje a aceitação do público diante de receitas pouco usuais está muito maior”. Diferente de quando ele servia camarão com molho de café e cubinhos de abacaxi, 12 anos atrás. “Esse prato era considerado exótico e costumava atrair apenas pessoas com personalidade forte, geralmente celebridades.”

Marc Le Dantec tem uma explicação para o efeito do ingrediente em suas receitas. “Os sabores fortes me intrigam, adoro dominar o amargo”, afirma o francês recém-chegado à cozinha do Bistrô Charlô, na capital paulista. Em seu cappuccino de cogumelos, o toque de café reforça as notas amadeiradas e as sensações de floresta e umidade sugeridas pelos fungos. “Ele ajuda a aquecer o início da refeição.”

Marc conta que quando chegou ao Brasil, há dez anos, encantou-se com as possibilidades do produto e resolveu experimentá-lo em sua cozinha. “Sempre fui um bebedor compulsivo de café”, afirma. Se a bebida lhe era tão agradável ao paladar, por que não misturá-la à comida? “O ingrediente é aliado importante no equilíbrio de sabores ácidos ou para aplacar a doçura excessiva”, diz Marc, que, durante um bom tempo, acrescentou o pó solúvel ao molho rôti do atum ao poivre que servia na Bahia. O chef conta que a novidade deu o que falar: “As pessoas pediam o prato por curiosidade”. Segundo seu relato, as reações costumavam ser positivas, e muita gente voltava para repetir a dose.

Ferver ou não ferver?
Esse dilema é antigo e a resposta depende de onde você esteja. Em regiões acima de 600 metros do nível do mar, pode deixar ferver. A explicação: nessa altitude, a água ferve a menos de 100 graus célsius. Consequentemente, se estiver abaixo de 600 metros, o ideal é não ferver. Mais grave ainda é deixar a água em ebulição. Aquela mania de deixar fervendo lá no fogão enquanto a pessoa faz outra coisa. Perde-se todo o oxigênio da água e não afloram os óleos essenciais do café. E ainda são gastos gás e água. Não é nada sustentável.

foto:
Paleta de cordeiro com molho de café
6 porções

Cordeiro
1 paleta de cordeiro com osso (de 1,2 kg a 1,4 kg)
400 g de tomate maduro
20 g de manteiga sem sal
1 litro de caldo de cordeiro 20 ml de vinho branco seco
15 ml de óleo de soja
4 unidades de limão-siciliano
3 dentes de alho
1 cenoura grande
1 cebola pequena em cubos
1 talo de salsão
1 bouquet garni grande
2 colheres (chá) de café descafeinado em pó (ou 3 xícaras de café expresso)
Sal, pimenta-branca moída, tomilho
e orégano fresco a gosto

Gratin de palmito
1 kg de polpa de palmito orgânico
400 g de cubos de palmito orgânico
20 g de queijo parmesão ralado
20 g de manteiga sem sal
120 ml de molho bechamel
15 ml de azeite de oliva extravirgem
1 colher (café) rasa de noz-moscada em pó

Cordeiro
1 Tempere a paleta com sal e pimenta. 2 Doure no óleo bem quente por 15 a 20 minutos. 3 Acrescente a cebola e deixe dourar. 4 Adicione alho, tomate em cubos, vinho branco e metade do café. 5 Espere ferver. 6 Asse no forno preaquecido a 145 ºC por 3 horas, virando a carne a cada meia hora. 7 Tire do forno, verifique a maciez da carne, coe o molho e reserve. 8 Lave o limão e fatie. 9 Ferva-o três vezes e, na última água, acrescente 1 colher (chá) de sal. 10 Acrescente ao molho o limão e gotas de café. 11 Na hora de servir, lambuze a carne com o molho.

Gratin de palmito
1 Seque a polpa de palmito em uma panela larga e os cubos ao forno. 2 Junte-os com o bechamel em uma tigela grande. 3 Verifique o tempero e complete com a manteiga, o azeite de oliva e a noz-moscada. 4 Distribua o creme em formas individuais e asse no forno a 180 °C até dourar.

foto:
Cappuccino de cogumelos
6 porções

200 g de cogumelo Paris
120 g de cogumelos Porto Belo
110 g de cebola picada
100 g de shiitake
100 g de shimeji branco
20 g de manteiga sem sal
3 litros de caldo de legumes
330 ml de creme de leite fresco
65 ml de azeite de avelãs
15 ml de óleo de soja
2 colheres (chá) de café solúvel descafeinado (ou 3 sachês de café expresso)
1 bouquet garni
1 dente de alho
sal e pimenta-branca moída na hora a gosto

1 Fatie todos os cogumelos e reserve. 2 Refogue a cebola no óleo de soja e manteiga e deixe cozinhar devagar. 3 Acrescente o alho e refogue mais 2 minutos no fogo baixo. 4 Salteie todos os cogumelos, adicione a cebola, junte o caldo de legumes espere ferver. 5 Acrescente 180 ml de creme de leite e deixe em fogo médio por 20 a 25 minutos. 6 Tempere com sal e pimenta. 7 Deixe esfriar durante 10 minutos, bata no liquidificador reserve. 8 Bata 150 ml de creme de leite em chantilly reserve. 9 Prepare o café expresso ou solúvel.

Montagem
1 Coloque o azeite de avelãs no fundo de cada xícara, acrescente o café e o creme de cogumelos. 2 Finalize com chantilly e polvilhe borra de café.

foto:
Entremet de café, mel de vinho e especiarias
4 porções

Casca de chocolate
50 g de chocolate meio amargo
30 g de chocolate branco

Ganache
45 g de chocolate 64% de cacau
45 g de creme de leite fresco
25 g de chantilly com açúcar

Mousse
120 g de açúcar refinado
25 g de farinha de trigo
10 g de amido de milho
500 ml de leite integral
140 ml de chantilly com açúcar
3 xícaras (chá)
de café expresso
5 gemas
1 folha de gelatina derretida

Mel de vinho
40 g de melado de cana
15 g de canela em pau
3 g de pimenta-rosa (ou 1 colher de chá)
3 g de pimenta-da-jamaica
3 g de coentro em grãos
100 ml de vinho tinto seco

Telha crocante
25 g de manteiga sem sal
25 g de açúcar mascavo
25 g de açúcar refinado
15 g de farinha de trigo
15 g de semente de cacau quebrada e torrada (2 colheres de sopa)
10 g de clara de ovos (ou 1 colher de sopa)

Finalização
20 g de pó de café (2 colheres de sopa)
4 ramos de orégano fresco

Casca de chocolate
1 Passe o chocolate branco em uma fita de acetato e deixe 2 minutos no freezer. 2 Faça outra camada com o chocolate amargo por cima e leve ao freezer em formas redondas.

Ganache
1 Derreta o chocolate em banho-maria, junte o creme de leite
misture bem. 2 Deixe esfriar e incorpore o chantilly. 3 Encha as cascas de chocolate com a ganache até um terço da forma
reserve.

Mousse
1 Faça um creme com o café, as gemas e açúcar batidos juntos
junte a farinha de trigo e o amido de milho. 2 Aqueça o leite, misture com o creme e cozinhe por 8 a 10 minutos. 3 Incorpore a gelatina e deixe esfriar. 4 Peneire e incorpore o chantilly
termine de encher as cascas com a mousse de café e coloque na geladeira por no mínimo 3 horas.

Mel de vinho tinto
1 Reduza o vinho tinto à metade e incorpore as especiarias e o melado. 2 Continue reduzindo até adquirir a consistência de xarope.

Telha crocante
1 Misture a farinha de trigo, o açúcar mascavo, o açúcar refinado, as sementes de cacau, a manteiga e, por último, a clara de ovos. 2 Asse a telha, no formato redondo, em forma antiaderente, por 6 a 7 minutos a 170 ºC. 3 Deixe esfriar e conserve em uma vasilha fechada hermeticamente.

Montagem
1 No canto do prato, desenhe 2 tiras com pó de café e disponha uma base de grãos de café ao lado. 2 Tire as fitas dos entremets e cubra com pó de café. 3 Coloque os entremets por cima do café e acompanhe com uma telinha de cacau e mel de vinho tinto. 4 Decore com um raminho de orégano.

Receitas do chef Marc Le Dantec, do Bistrô Charlô, Rua Barão de Capanema, 440, Cerqueira César, tel. (11) 3088-6790, São Paulo, SP;
www.charlo.com.br

A vez da cataplana


Nos confins do paraíso alagoano, um restaurante abre espaço para a versátil (e um pouco esquecida) panela portuguesa
 
Por Marta Barbosa, de Barra de São Miguel, Alagoas*
Fotos Ricardo D’Angelo

Alguns utensílios, de tão marcantes na cozinha, ganham a mesma importância do prato preparado neles. Acaba por acontecer uma simbiose entre um e outro. E, quando se pede a comida, fala-se do recipiente. É assim com a paella espanhola, a tagine marroquina, o tandoori indiano e também com a cataplana portuguesa, típica do Algarve e pouco conhecida no lado de cá do Atlântico. A boa notícia é que a panela feita de cobre (há também versões menos charmosas de inox) acaba de ganhar espaço em solo brasileiro. Em meio à paisagem paradisíaca da Praia de Barra de São Miguel, em Alagoas, está o Kaamo, restaurante do Kenoa Resort, com um cardápio completo, da entrada à sobremesa, feito em cataplanas.

A ideia partiu da matriarca da família Marques, proprietária do resort. Maria Fernanda é uma antiga devota do utensílio em forma de disco voador. “Pensamos em aproveitar o espaço para fazer o brasileiro conhecer a cataplana”, diz Pedro Marques, filho de Maria Fernanda, administrador do hotel. Aí começou a aventura. Primeira de todas: trazer o total das 17 cataplanas de Portugal. César Santos, do Oficina do Sabor, de Olinda, Pernambuco, foi o chef convidado para assinar o menu. Coube a ele encontrar um meio de caminho entre as receitas tradicionais portuguesas, o que se encontra de ingredientes no litoral nordestino e o paladar dos gourmets locais, a maioria paulistas em férias.

“Não há dificuldade em trabalhar com a cataplana”, diz César. “Ela representa os primórdios da panela de pressão e é tão prática quanto uma frigideira.” Não é exagero do pernambucano. Fechada, a panela forma e conserva o vapor. Sabe-se que o cobre é um ótimo condutor térmico, que transmite de maneira contínua o calor. Como o metal não armazena energia, uma vez que o fogo é apagado, cessa a transmissão térmica.

A história da cataplana, contada pela escritora Fátima Moura no livro Cataplana Experience – Receitas dos Melhores Chefs Portugueses (Editora Assírio e Alvim), nos transporta para a Beira Baixa. Conta-se que a panela (na época, feita de lata!) fazia parte da bagagem básica dos caçadores algaravios. Era levada pendurada no cavalo ou na cintura mesmo, e abastecida com uma base de cebola, tomate e pimentão. Antes da refeição, eles apenas acrescentavam a caça e a enterravam numa cova feita na terra. Cobriam o utensílio com brasas e esperavam.

Nos anos 1970, a cataplana era um sucesso na região mais ao sul de Portugal. Logo passaram a ser produzidas industrialmente, com espessura mínima de 1 milímetro e ganharam um revestimento de estanho, que evita possíveis reações do metal em contato com o alimento.

Com uma ferramenta dessas em mãos, César testou a criatividade em invenções para lá de saborosas. “A cataplana de sururu de capote é um bom exemplo dessa associação entre a técnica portuguesa e os sabores do Nordeste brasileiro”, diz. Os pequenos mariscos servidos em suas conchas vão para a panela com temperos, um fio de azeite e nada de água. A própria água do ingrediente é suficiente para o cozimento, sempre em baixa temperatura e feito diretamente na chama do fogão.

Entre as cataplanas mais tradicionais servidas no Kaamo estão a de bacalhau no bafo, preparado apenas com cebola, alho e azeite. Tem também a cataplana de leite-creme, uma sobremesa que passa de avô a neta em Portugal, feita com leite, gemas de ovos, limão, canela e açúcar. Mas a versatilidade desse utensílio não tem fim. César e sua equipe da casa alagoana a inventam com tudo: costela em baixa temperatura, omelete de siri, legumes, creme de maracujá, e por aí segue. Uma lista infinita de possibilidades que uma vista ao cardápio (e uma tarde no restaurante) vai fazer multiplicar na mente do gourmet.

foto:
Cataplana de bacalhau
1 porção (serve 4 pessoas)

200 ml de azeite de oliva
6 dentes de alho amassados
2 lombos de bacalhau de 250 g sem sal
2 batatas inglesas pré-cozidas
2 folhas de louro
2 cebolas roxas
2 ramos de coentro picado
1 pimenta-de-cheiro picadinha

1 Leve ao fogo baixo a parte de baixo da cataplana, acrescente azeite, cebola em rodelas, batatas em rodelas, alho, folhas de louro e pimenta-de-cheiro em rodelas. 2 Deixe esquentar, junte o bacalhau e tampe com a parte de cima da cataplana
vede e cozinhe no fogo baixo por 30 minutos. 3 Abra a cataplana para verificar se o bacalhau está no ponto certo. 4 Acrescente o coentro picado e sirva com arroz de couve-flor puxado no azeite de oliva.







foto:
Cataplana Kaamo
1 porção (serve 4 pessoas)

100 g de camarão grande
100 g de polvo
100 g de lagosta
50 g de anéis de lula
50 g de sururu
50 g de cheiro-verde (coentro e cebolinha)
50 g de pimentões colorido (amarelo e vermelho)
1 xícara (chá) de leite coco
3 colheres (sopa) de azeite
3 colheres (sopa) de creme de leite
1 colher (sopa) de azeite de dendê
1 colher (sopa) de mostarda
5 pimentas- de-cheiro cortadas em rodelas finas
2 dentes de alho picado
1 cebola pequena picada

Arroz de brócolis
500 g de arroz cozido branco
200 g de brócolis cozidos picados
1 cebola pequena à juliana
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de azeite extravirgem
1 colher (sopa) de mostarda
1 colher (sopa) de salsa picada
1 pitada de sal agosto

Farofa de camarão
300 g de farinha de mandioca
100 g de camarão seco defumado
50 g de azeitonas pretas fatiadas
2 colheres (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 cebola pequena picada
1 colher (sobremesa) de azeite de dendê
2 ovos cozidos

Purê de banana
100 g de queijo de coalho ralado
6 bananas compridas (ou banana da terra)
2 colheres (sopa) de requeijão
2 colheres (sopa) de manteiga
Sal grosso
alecrim desidratado

1 Leve a parte de baixo da cataplana ao fogo e coloque nela cebola, alho, e os frutos do mar deixe refogar bem reserve. 2 Junte em um recipiente o leite de coco, cheiro-verde, mostarda, azeite de dendê e o creme de leite misture e junte aos frutos do mar refogados na cataplana. 3 Finalize a receita cobrindo com os pimentões em tiras e a pimenta-de-cheiro, tampe a cataplana e deixe cozinhar por 5 minutos sirva em seguida com farofa de camarão, arroz de brócolis e purê de banana-da-terra.

ARROZ DE BRÓCOLIS
1 Em uma panela, refogue a cebola com azeite e manteiga acrescente o brócolis, deixe refogar bem junte a mostarda, tempere com sal e pimenta a gosto. 2 Acrescente o arroz, já cozido, misture bem e deixe refogar por 2 minutos.

FAROFA DE CAMARÃO
1 Em uma assadeira refogue a cebola no azeite com manteiga. 2 Acrescente camarões, azeitonas, azeite de dendê e os ovos cozidos picados e, por fim, a farinha de mandioca misture bem.

PURÊ DE BANANA
1 Em um tabuleiro untado com azeite e manteiga acrescente as bananas. 2 Polvilhe com sal grosso e alecrim, regue com mais um pouco de azeite por cima das bananas e cubra o tabuleiro com papel alumínio. 3 Leve ao forno com temperatura de 160 ºC por 40 minutos até cozinhar. 4 Retire os caroços do meio da banana, amasse-as em outra panela, leve ao fogo, junte a manteiga, creme de leite, requeijão, queijo de coalho ralado e as bananas amassadas. 5 Por fim, acrescente sal a gosto e mexa até virar um purê.

Receitas do chef César Santos, para o restaurante Kaano, do Kenoa Resort, Barra de São Miguel, Alagoas;
www.kenoaresort.com

* A equipe viajou a convite do Kenoa Resort.